domingo, 14 de novembro de 2010

Depoimentos

Família: Um bem precioso

Luana Pereira
3º ano C
Ensino Médio



Eu sempre pensei que nada de ruim aconteceria com minha família, mas esse pensamento mudou na noite de sábado do dia 03/10/2009.
Minha mãe estava preocupada como sempre, era fim de semana e meu irmão gostava de sair com os amigos para se divertir. Era comum ele sair. Mas sabe como é mãe, sempre fica com uma pulga atrás da orelha, olhando para o relógio e para a porta esperando que o filho entre logo para ela dormir tranqüila.
Era 8:00 h da noite de sábado quando meu irmão chegou depois de ter passado o dia inteiro fora de casa. Ele entra no quarto, pega o dinheiro e sai novamente.
Foram todos dormir eu fiquei assistindo televisão quando de repente alguém chama minha mãe. Eu fui ver quem era. A pessoa disse que queria falar com minha mãe, eu fui chamar, mas mãe já tinha levantado com um aperto no peito. A mulher falou  que meu irmão tinha sofrido um acidente de moto e estava no Hospital, mas que estava tudo bem; mas sabíamos que não estava tudo bem, pois a mulher estava suja de sangue. Meus pais correram rapidamente para o Hospital. Minha mãe falou que quando ela chegou no Hospital meu irmão estava ensangüentado jogado em um canto sem ter médico para atendê-lo. Ele veio para casa mesmo assim, ferido, minha mãe lavou os ferimentos e pôs ele deitado em um colchão no chão, pois ele não agüentava subir na cama, malmente conseguir andar.
Eu fui dormir pensando que aquele pesadelo tinha acabado, mas só estava começando, quando de madrugada minha mãe estava levando ele para o banheiro, ele desmaiou e caiu sobre a mesa do centro. Graças a Deus que o vidro não se quebrou. Minha mãe começou a gritar por socorro, eu levantei rapidamente e fui ajudar a colocá-lo no sofá. Minha mãe desesperada, pois meu irmão não respirava. Eu não sabia o que fazer a minha mãe começou também a passar mal ao presenciar aquela Cena. O meu pai tem pressão alta, ele ficou muito nervoso e sem fala. Minha irmã que estava grávida, preste s a ter o bebê, não podia ajudar. Eu tinha que tentar fazer meu irmão voltar a si, tentar fazer meu pai e minha mãe se acalmar e esconder toda essa situação da minha irmã grávida.
Só Deus para ter me dado forças, do jeito que eu sou fraca! Meu irmão voltou a si e as coisas se acalmaram. Ele se recuperou e não quis saber mais dessas farras. Hoje ele está casado e feliz, mas ficou com cicatrizes. Um dia depois do acidente meu sobrinho nasceu. Agora dia 03 de outubro desse ano, fez um ano que meu irmão nasceu de novo e dia 04 de outubro meu sobrinho faz um aninho, e são dois grandes motivos para agradecermos e louvarmos a Deus por esses milagres em nossas vidas.

Pesadelos

Ueslaine
3º ano C
Ensino Médio


Durante toda a minha infância sempre fui uma garota praticamente solitária, sem muitos amigos para conversar, ou quem sabe pedir ajuda para resolver alguns problemas do meu dia a dia. Na escola sempre me sento sozinha num canto da sala, pois não me identificava com ninguém, sempre rolava um papo aqui e ali, mas acabava sozinha de novo, não tinha coragem de contar aos colegas dos pesadelos tão reais que eu tinha, podiam me achar louca.
Depois, eu perdi minha mãe naquele trágico acidente de carro, nunca me recuperei do trauma e talvez por isso não tenha tantos amigos; tenho medo de perdê-los também e sofrer de novo. Já faz três anos que ela morreu e desde então não saio  mais de casa, a não ser para a escola, ou na casa da tia Mirian. O papai me dar forças para eu tentar uma vida nova, mas eu não consigo.
Outro dia fui dormir tarde. Acho que meia noite quando entrei no quarto e vi uma luz forte e meio azulada vindo debaixo da cama fiquei com muito medo, pois não imaginei o que pudesse ser, pensei em chamar papai, mas ele já estava dormindo, pois tinha chegado tarde do trabalho muito exausto. Entrei no quarto e abaixei vagarosamente, com receio para olhar debaixo da cama. Quando de repente as janelas se fecharam bruscamente com um vento forte, gelado e inesperado. Eu gritei assustada e o papai veio correndo ver o que tinha acontecido, eu contei para ele o que houve, mas ele não sabe o que realmente aconteceu e nem eu. Já tinha acontecido antes, mas não contei a ele, vive com muitos problemas e muito preocupado comigo, não quero que ele se sinta tão mal. Pensei por um segundo que fosse minha mãe, mas depois desfiz a idéia. Acho que não seria possível, pois eu não a vi. Nesta noite dormir no quarto do meu pai, mas estou grandinha e acho que ele vai se casar de novo com a Sílvia e não vou poder dormir mais com ele.
Silvia é legal mais eu queria minha mãe de novo comigo. Tentarei fazer novos amigos, quem sabe assim me sinto melhor e me recupero desse grande trauma.

Aconteceu comigo

Janine Taine
3º ano C
Ensino Médio


Quando eu tinha cinco anos começaram a aparecer umas manchas avermelhadas e alteradas por todo o meu corpo, onde nem ao menos sentia um beliscão.
O tempo passou e as manchas se multiplicaram e ninguém sabia o que era, até que um dia uma mulher foi lá em casa e de cara já sabia do que se tratava. Eu tinha uma doença chamada hanseníase. Eu e minha mãe fomos ao médico, fiz alguns exames para confirmar a doença e deu positivo. Minha mãe chorava ao descobrir que sua única filha estava doente, e que se não tivesse descoberto, corria risco de perder membros do corpo. Eu tinha vergonha de ter todo o meu corpo manchado, por isso só vestia calças. Nesse tempo meu pai não morava mais conosco e não tínhamos sua ajuda quando mais precisamos.
O tratamento durou dois anos, Tomei muitos remédios; a cor da minha pele ficou cor de vinho, mas graças a Deus e a minha mãe eu me curei e minha pele voltou ao normal. Isso aconteceu há doze anos.


Manhã Triste


                                                                                        
                                                                                                                                                Tainan
                                                                                                                                               3º ano C
Ensino Médio

Em uma manhã muito calma, ia tudo muito bem, mas quando eu coloquei o pé no chão, senti que aquele dia não ia ser muito bom, mas ignorei aqueles pensamentos. Comecei o dia com as minhas tarefas diárias. De repente bateram em minha porta e eu fui abrir, era um amigo que me chamava para ir até a casa do meu pai, pois ele estava muito doente. Quando cheguei lá vi meu pai deitado no sofá estirado e desmaiado. Os amigos dele já tinham chamado um carro para levá-lo para o Hospital. Colocamos no carro em direção ao Hospital. Fui para a casa da minha mãe, pois meus pais eram separados. Eu morava com minha mãe.
À tarde fui para a escola, mas era como se algo de ruim ainda estivesse para acontecer. No colégio tentava me animar, mas algo não deixava eu me alegrar. No último horário, eu e meus colegas: Ueslaine, Ricardo, Itamar, Romário e outros estávamos fazendo a atividade de Biologia da pró Tatiane quando apareceu o namorado da minha irmã me chamando na porta. Naquele momento me deu um aperto no coração e imaginei que nada de bom vinha por ali. Cheguei até ele. Ele me disse: - Você está com o celular de Tamires? (minha irmã), então eu respondi: - Estou. Eu perguntei por quê? Ele falou que era para eu ligar para meu irmão. Tornei perguntar por quê? Ele me disse que meu pai tinha falecido. Voltei para a sala, nem sei como eu arrumei forças para andar. Minha amiga Ueslaine perguntou o que havia acontecido, eu falei que meu pai havia falecido. Foi aí que eu comecei a chorar muito e meus amigos ficaram do meu lado, me ajudando, mas a dor que sentia era grande e eu sabia que nada traria o meu pai de volta.